05-dicas-para-realizar-uma-migracao-de-sistemas-com-maior-confiabilidade

É de conhecimento geral que a Migração de Sistemas não é uma tarefa trivial e envolve vários desafios relacionados à Gestão, Custos, Tempo, Pessoas e obviamente, Tecnologia.

Geralmente, um dos principais motivos que levam as empresas a mudarem ou atualizarem seus sistemas é que estes se tornaram obsoletos ou não atendem totalmente as necessidades do Negócio.

Independente do motivo, é fato que para uma migração de sistema ocorrer satisfatoriamente e sem muitas surpresas no chamado “Go-live”, a atividade de teste possui papel fundamental e aumenta muito as chances de sucesso no projeto.

Com base neste cenário, este post abordará a seguir especificamente alguns aspectos relacionados ao Controle da Qualidade e como este método ajuda a gerar maior Confiabilidade neste processo. Vamos lá?

1 – Análise dos Dados

Um aspecto de extrema importância na migração de sistemas é a integridade dos dados, pois é necessário garantir que o sistema se mantenha estável e funcionando da mesma forma após ocorrer a migração. Portanto, é primordial garantir que os dados do “sistema antigo” sejam importados corretamente para o “sistema novo”, ou seja, é preciso avaliar a Qualidade dos dados migrados.

2 – Validação Funcional

Não basta apenas averiguar se os dados foram migrados corretamente. É imprescindível verificar também se a camada funcional do novo sistema está operando corretamente. O principal objetivo aqui é evitar falhas que possam causar impactos quanto a Usabilidade do sistema.

Em nossos projetos de Avaliação da Qualidade, passamos por situações em que as telas tornaram-se totalmente desconfiguradas após a migração e se não fossem corrigidas, certamente iriam provocar impactos negativos na fase de homologação junto aos usuários.

3 – Validação das Regras de Negócio

Certificar que o novo sistema está executando perfeitamente todas as regras de negócio do sistema antigo é um grande desafio. Uma das maneiras de fazer essa verificação é por etapas, ou seja, cada módulo do sistema que for finalizada a migração passará por uma bateria de testes específica para este fim.

Nesta etapa é essencial contar, se possível, com a Documentação do Sistema para aumentar a eficácia deste processo. Ademais, é indispensável em alguns casos averiguar se os resultados gerados entre os sistemas são os mesmos e, neste caso, testes paralelos são indicados para realizar tal comparação.

Em tempo, para complementar esse atividade é sugerido realizar testes integrados após a avaliação dos módulos individualmente.

4 – Análise de Desempenho

Uma das principais queixas que ouvimos ao apoiar usuários na homologação é quanto ao desempenho do novo sistema. Frases do tipo “o relatório está demorando demais para ser gerado” são por vezes comuns.

Portanto, é indicado que esse tipo de validação não funcional também seja considerado no Plano de Migração.

5 – Uso de Ferramentas

Com certeza toda e qualquer ferramenta que auxilie, gere produtividade e aumente a Confiabilidade no processo de migração deve ser utilizada. Neste sentido, há várias ferramentas que lidam com diferentes aspectos da migração como monitoramento do banco de dados, análise do código fonte, integração dos componentes, etc.

Do mesmo modo, é importante contar igualmente com ferramentas para gerenciamento de testes, gerenciamento de incidentes, automação, entre outras. O importante é, sem dúvida, selecionar aquelas que irão oferecer suporte, melhorar a eficiência e diminuir os riscos associados a esta atividade.

Dado o exposto, todos os aspectos citados neste artigo tem como objetivo principal identificar não conformidades referentes ao processo de migração e corrigi-las tornando desta forma o mesmo mais confiável.

Por isso, evite assumir que tudo vai dar certo e pensar que Testes são desnecessários.

Cabe mencionar que na Testing Company, já atuamos na homologação de sistemas junto aos usuários finais em projetos de migração.

Entre em contato conosco, evite que defeitos sejam encontrados em produção causando prejuízos e transtornos ao seu Negócio.

Escrito por Cristiano Baumgartner