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Alguns estudos apontam que quanto mais cedo um defeito for detectado, relativamente mais fácil e menos custosa é a sua correção. Em contrapartida, quanto mais tarde, mais cara e complexa torna-se a mesma.

Um dos conceitos mais conhecidos neste sentido é a chamada Regra 10 de Myers. Ela afirma que o custo da correção para um defeito de software aumenta 10 vezes a cada etapa posterior da sua construção.

Por exemplo, se o mesmo for encontrado na fase de especificação seu custo terá peso (01). Entretanto, se este for detectado na fase de codificação terá peso (10).

Na prática é fácil entender o motivo pelo qual isso ocorre. Imagine uma funcionalidade que já foi implantada e apresenta algum tipo de problema no ambiente operacional. Esta terá que passar novamente por todas as principais etapas do processo de desenvolvimento (análise, codificação, teste, implantação, etc.) para ser corrigida.

Esse retrabalho com certeza gera custos com pessoas, ferramentas e processos, sem falar no tempo consumido e insatisfação das partes interessadas.

Abaixo, são listadas algumas constatações importantes que observamos durante a execução das nossas Avaliações da Qualidade e Confiabilidade de Sistemas e Aplicativos:

  • Falhas custam caro para as empresas.
  • Uma parte significativa das falhas acaba sendo descoberta somente em produção.
  • A maioria das falhas poderiam ser evitadas com técnicas e procedimentos de teste adequados.

Com base no último tópico, pode-se chegar à conclusão de que todo investimento realizado em Teste e Qualidade de Software, por mais simples que seja, resulta em retornos significativos para quem o realiza, tais como:

  • Ganhos de produtividade no processo de desenvolvimento.
  • Aumento na confiabilidade dos produtos.
  • Satisfação do cliente/usuário final.
  • Redução do percentual de retrabalho e custo de desenvolvimento e manutenção.

De acordo com a nossa experiência e projetos realizados, para que as empresas obtenham estes benefícios é necessário que considerem ter um processo constante e proativo de Avaliação da Qualidade em que a prevenção de defeitos seja o principal foco.

Neste contexto, uma forma de avaliar um sistema é realizar o planejamento e execução de Projetos de Teste, os quais têm como principal objetivo identificar os requisitos e funcionalidades que devem ser avaliadas de acordo com os padrões de Qualidade esperados.

Um dos principais aliados neste desafio é o Plano de Teste. Este importante documento do Projeto de Teste é composto principalmente por itens a serem testados, abordagens a serem utilizadas, critérios de aceitação, entregas esperadas, papéis e responsabilidades, cronograma, riscos identificados, entre outros.

Já para projetos de baixa complexidade uma boa saída é a realização de Testes Exploratórios. Apesar de haver certa desconfiança em relação a esta atividade, ela é ótima para avaliar aplicações que possuem pouca ou nenhuma documentação e/ou quando não há tempo suficiente para especificar, criar e executar testes.

Como foi abordado, várias são as formas de aumentar as chances de sucesso e garantir que os produtos, sejam eles softwares, sistemas ou aplicativos sejam construídos de acordo com o que foi especificado e padrões estabelecidos.

Mas afinal, é possível ter mais segurança, diminuir os custos de correção e prevenir a ocorrência de falhas de sistemas em produção?

A resposta é sim! E uma das formas é utilizar técnicas para o controle da qualidade desde as fases iniciais, passando pela concepção final do sistema e continuando durante as evoluções.

Ficou com alguma dúvida? Entre em contato conosco que teremos prazer em lhe ajudar.

Escrito por Cristiano Baumgartner